Algumas pessoas me perguntam
qual a origem de meu logotipo.
Pois bem, como esta história é realmente interessante, aqui
compartilho-a com o leitor.
O começo de tudo
Logo após minha formatura na psicologia,
necessitando imprimir cartões de visita, utilizei o velho e sempre
utilizado símbolo da psicologia como logotipo: o Psi, ou seja, a 23a
letra do alfabeto grego.

Mas nada há de individual,
pessoal ou especial no uso do símbolo universal.
O Grande Achado
Desta forma, passei a buscar
uma imagem que representasse algo especial para mim. Como estes
processos não solucionam-se somente pela via racional, aguardei que a
inspiração me visitasse. E ela mora longe ... No ano de 1999, quando
passava as férias na cidade de Itapema, Santa Catarina, me deparei com
uma estátua de madeira que de imediato capturou minha atenção. Era de um
artista nordestino, cujo nome desconheço, e estava à venda. De pronto
percebi que estava ali o símbolo que procurava.
Tal estatueta, esculpida em peça única, trazia a união do masculino e do
feminino, que possuindo uma base comum tocavam as mãos em direção aos
céus.... bela simbologia da união, completude, integralidade, conexão
com a divindade. Veja a foto da estátua:

(quem visitar-me no
consultório a apreciará "ao vivo")")
Seria necessário, no entanto,
digitalizar a sua imagem, justo numa época em que scanners e máquinas
fotográficas digitais não eram equipamentos acessíveis. Aí entrou em
cena o meu amigo Ricardo Paulino, que ajudou em todo o processo. Ele
colocou a estátua debaixo do braço e disse que ia resolver o problema.
Não perguntei como.
O que fez foi curioso: levou-a
à Sogipa (um ótimo clube de Porto Alegre), onde havia um setor que já
estava fazendo as carteiras de sócio utilizando fotografia digital.
Havia ali um mini-estúdio que batia as fotos. Pois bem, ele adentrou à
sala, como um associado qualquer ao fazer a carteira, mas ao invés de
fazê-la (creio que nem mesmo sócio o era), solicitou ao fotógrafo que
fizesse a foto da estátua e a salvasse em um diskett. E gentilmente o
rapaz o fez! Seria, pois, a mais estranha sócia do clube...
Solucionado o problema, haviam
mais a fazer. Certa feita visualizei uma arte gráfica, de autoria de
outro amigo, que, entre outros tantos elementos, possuía uma esfera com
uma sombra projetada.
Mais uma vez a inspiração fez a
sua parte. Visualizei, neste momento, o que seria o meu logotipo: a
estátua dentro de uma esfera, que deveria ser azul celeste, e uma
epígrafe que posicionaria dentro da sombra. A esfera representaria
também um símbolo de totalidade e continência, porém com um foco de luz
que se posicionaria a adentrar na altura das mãos, como uma forma de
conexão do divino com o humano.
E a epígrafe? Bom, esta surgiu
por inspiração, vindo já pronta em minha mente:
"Há que se viver com
alma..."
De resto, era necessário fazer o trabalho em
um editor de imagens, o que neste caso não era tão simples, devido à
alguns detalhes específicos. Novamente o amigo Ricardo foi de especial
ajuda: aplicou efeitos de cor e de luz que resultaram na imagem que
tanto me orgulha:

Mas se você a ver por aí, já
sabe: esta imagem tem história, tem dono e tem alma!